21 setembro 2014

5 hábitos que você herdou do homem das cavernas

Muita coisa mudou para os seres humanos desde a Idade da Pedra. A agricultura mudou a nossa forma de comer, a Revolução Industrial mudou a forma como as pessoas vivem, e a revolução tecnológica e o advento do computador mudaram a forma como os seres humanos usam suas mentes.
Mas em meio a essas transformações culturais, um aspecto fundamental da vida tem-se mantido relativamente constante: o modelo do corpo humano.
“Gostando ou não, temos evoluído para ser bípedes gordos sem pêlos e com um grande cérebro”, disse o biólogo evolucionista Jason Lieberman, da Universidade de Harvard. “Evoluímos para gostar de açúcar, amido e gordura. Nós evoluímos para sermos fisicamente ativos, mas também evoluímos para sermos essencialmente preguiçosos”.
Lieberman descreveu algumas das maneiras que os instintos humanos herdados da Idade da Pedra – também conhecido como o Período Paleolítico, que se estende de 2,6 milhões até cerca de 10.000 anos atrás – agora estão em conflito com a vida moderna e contribuem para um estilo de vida que induz a doenças como diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.
Aqui estão cinco decisões do dia-a-dia que os seres humanos modernos enfrentam que se tornam complicadas graças aos hábitos herdados da Idade da Pedra:

1. Escadas ou escadas rolantes?

A visão de um lance de escadas ao lado de uma escada rolante cria um diálogo interno semelhante na maioria das pessoas. “Hmm, escadas … sim, eu vou usar a escada rolante. Embora, eu provavelmente poderia usar o exerci … não, eu vou usar a escada rolante”.
Um estudo que mediu a porcentagem de pessoas nos Estados Unidos que optaram por escadas sobre escadas rolantes quando ambas estavam lado a lado constatou que apenas 3% escolhiam as escadas, Lieberman disse.
Mas um hábito que as pessoas modernas podem ver como preguiçoso teria sido considerado inteligente pelos ancestrais da humanidade: A caça e coleta era intensivas em energia, e pequenos intervalos de inatividade ofereciam uma rara chance de economizar calorias.
“Se houvesse escadas rolantes no deserto de Kalahari, eles iriam usá-los também”, Lieberman disse, durante seu discurso.

2. Caminhar todos os dias ou sentar-se durante todo o dia?

Os seres humanos evoluíram para ser uma espécie de caminhada. Considerando que os chimpanzés andam uma média de cerca de 2 a 3 km por dia – eles passam a maior parte do seu tempo mastigando vegetação – caçadores-coletores são pensados ​​para ter caminhado 9 ou mais quilômetros a cada dia, Lieberman disse.
“Evoluímos para caminhar, correr, escalar e cavar”, disse Lieberman. “É assim que os caçadores-coletores tinham seu jantar todos os dias.”
Andar a pé mantém os seres humanos saudáveis, estimulando o fluxo sanguíneo e liberando o oxigênio através do corpo. Mas hoje, a civilização moderna passa a maior parte do dia sentada, em detrimento da saúde física e mental.
As pessoas têm a opção de se exercitar, tirando um tempo do dia para trabalhar os músculos que foram construídos para serem usados. Mas esta decisão consciente para queimar o excesso de energia não é uma decisão que o corpo humano evoluiu e a tornou necessária.

3. Andar descalço ou não?

Os seres humanos viveram milhares de anos andando descalços e desenvolvendo calos que protegiam os pés de galhos e pedras, antes de eventualmente inventarem solas de proteção que agora são chamadas de sapatos ou qualquer coisa do gênero.
Essa proteção veio com um preço: pés planos tornaram-se um fenômeno comum na sociedade moderna, e pode levar a problemas no joelho e outras complicações com a idade. Com base em restos mortais, os pesquisadores acreditam pessoas com os “pés-planos” eram muito menos comuns durante o período Paleolítico, quando o hábito era andar descalço em qualquer tipo de situação.

4. Ler ou não ler?

Ninguém diria que a leitura é ruim para a saúde humana. Mas Lieberman ressaltou que a miopia aumentou substancialmente com o advento da escrita e da leitura. Isso ocorre porque os músculos dos olhos, que não são feitos para a prolongada visão de perto, devem esforçar-se para olhar para as coisas próximas ao rosto, e eventualmente eles se esticam e alongam a ponto de não funcionar corretamente.
Passar um tempo maior dentro de escritórios e residências, ao invés de estimular visualmente paisagens como florestas e outros espaços naturais, também pode levar a problemas de visão, Lieberman disse. Mas os seres humanos correm esse risco, e conseguem sobreviver muito bem com óculos.

5. Açúcar ou vegetais?

Algumas estimativas sugerem que a dieta paleolítica consistia de 4 a 8 quilos de açúcar por ano. Hoje, o norte-americano médio consome mais de 45 kg de açúcar por ano, disse Lieberman. Este aumento drástico implicou no surgimento de doenças cardíacas e diabetes como as principais causas de morte no país ao longo das últimas décadas.
Mas os homens das cavernas não tinham as opções de alimentos que temos hoje. A tecnologia moderna permite que os seres humanos  extraiam o açúcar de uma ampla gama de fontes e o transportem em todo o mundo em grandes quantidades e em velocidades sem precedentes.
Se fosse dada a oportunidade de devorar barras de chocolate, as crianças do Paleolítico provavelmente iriam querê-las tanto quanto as crianças de hoje.
“Aquelas crianças não tinham opção a não ser comer alimentos saudáveis ​​e se exercitar todos os dias”, disse Lieberman. “Agora temos que ensinar nossos filhos a fazer escolhas para as quais não estamos realmente preparados a partir de uma perspectiva evolucionária.”
Como conclusão, Lieberman descreveu como a mudança cultural pode ajudar a humanidade a tirar o máximo partido dos seus corpos da Idade da Pedra no mundo moderno. Com a crescente evidência científica de que a inatividade e dietas ricas em açúcar e gorduras levam à problemas de saúde, as pessoas podem utilizar os grandes cérebros que herdaram para tomar decisões de vida inteligentes e superar os instintos humanos herdados de uma época muito diferente.
[LiveScience]

20 setembro 2014

Sinistro: alguns fatos sobre Lúcifer e outros reis do Inferno

Você não precisa ser um grande fã dos Rolling Stones para já ter ouvido a música “Simpathy for the Devil” alguma vez na vida. Talvez você só nunca tenha analisado a letra e, se esse é o caso, a gente já começa dando uma ajudazinha.
 
Os primeiros versos já vão apresentando quem é o cara: “Eu estava por perto quando Jesus Cristo teve seu momento de dúvida e dor, certifiquei-me de que Pilatos lavasse suas mãos e selasse seu destino”, “gritei alto ‘quem matou os Kennedys?’ quando, no final das contas, fui eu e você”, “prazer em conhecê-lo, espero que tenha adivinhado meu nome”.
No início da letra, o “por favor, permita que eu me apresente: sou um homem de riquezas e bom gosto; estive por aí por muitos, muitos anos, roubei a alma e a fé de muitos homens” já deixa claro que Mick Jagger está cantando uma música sobre ele, o coisa ruim, o tinhoso, o cão, o demônio, o anjo do mal, o diabo: Lúcifer.
Lúcifer: quem é? Onde vive? De que se alimenta?
A palavra Lúcifer significa “Portador da Luz” e foi usada como termo genérico para se referir a Vênus. Ao longo da História, Lúcifer foi o nome utilizado para, como na música acima, falar a respeito do “coisa ruim”. Em Isaías 14:12 há o trecho “Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva!”. O trecho pode nos fazer entender que, de fato, Lúcifer é o “anjo caído”, como também é conhecido.
Na verdade, no mesmo livro, um pouco antes, em 12:4, há o começo da passagem: “Então proferirás este provérbio contra o rei de Babilônia”, sendo que o final da passagem, em 14:22, conclui: “Porque me levantarei contra eles, diz o Senhor dos Exércitos, e extirparei de Babilônia o nome, e os sobreviventes, o filho e o neto, diz o Senhor”.
Ou seja: no Antigo Testamento, Lúcifer se refere a um determinado Rei da Babilônia, que é considerado, no cristianismo, uma metáfora para o Príncipe do Mal. No cristianismo, Lúcifer não é o nome do demônio; na verdade, o uso de “Portador da Luz” tem a ver com Vênus, que some durante o dia.
A questão é que a Bíblia é um grande livro de metáforas que são interpretadas ao pé da letra, e o demônio, propriamente dito, não é chamado de Lúcifer em momento algum no livro – pelo contrário: em II Pedro 1:19, a palavra Lúcifer é utilizada para se referir a Jesus, sabia?
Vários nomes para o mal
A questão é que a humanidade dá nome às coisas desde que o mundo é mundo. Quando o assunto envolve o imaginário maligno que seria capaz de explicar algumas fatalidades, a variedade de nomenclaturas é realmente grande, principalmente se levarmos em consideração períodos históricos e crenças religiosas diferentes.
DYBBUK: essa é uma figura do mal para a cultura judia. Trata-se do espírito de um pecador que, de vez em quando, decide invadir o corpo de algumas pessoas. A vítima pode demorar algum tempo para perceber que está com o Dybbuk no corpo, mas, assim que a alma demoníaca se manifesta, o “hospedeiro” vai viver alguns dias de sofrimento.
Os judeus acreditam que esse espírito maligno só invade corpos de pessoas pecadoras, o que sustentaria o argumento de que é preciso “andar na linha” para evitar ser possuído pelo demônio.
RAKSHASA: tanto no budismo quanto no hinduísmo há quem sinta medo de Rakshasa, que são demônios raivosos capazes de mudar de forma, criar ilusões e fazer uma espécie de “magia do mal”. Esse demônio tem garras ou unhas tóxicas, que usa para capturar as pessoas que devora.
Rakshasas podem aparecer de diferentes maneiras: feios, bonitos, de “carne e osso” ou só em espírito, além de existirem em formas animais. O rei Ravana era o pior Rakshasa, conhecido por ter pelo menos dez faces, doze braços e muita destreza.
DJINNI: textos da cultura islâmica se referem a Djinni como um grupo de demônios de uma raça diferente da humana. São seres que vivem em uma realidade paralela à nossa. Essas criaturas são formadas de fogo e fumaça e são as únicas, além dos humanos, a receberem de Alá o livre arbítrio. São capazes de agir com benevolência, neutralidade ou maldade, portanto.
Para o islamismo, o demônio-mor era originalmente um Djinni chamado Iblis, que se recusou a se curvar para Adão e acabou sendo expulso do paraíso. Entre outros Djinnis famosos estão os Ifrits, que são criaturas malignas imunes às armas humanas. Esse tipo de demônio foi usado como referência em alguns episódios da quinta temporada de True Blood.
ABADDON: textos do judaísmo tradicional usam a palavra como um sinônimo de “destruição”, mas alguns textos mais modernos já associam a palavra a um ser do mal, temido por ter muito poder. Algumas versões do demônio o colocam como uma nova versão do anjo Muriel, que reuniu a poeira para criar Adão.
Ao que tudo indica, porém, a característica de anjo teve fim, afinal algumas descrições falam dele como uma figura maligna em um trono de vermes, comandando um exército de gafanhotos em forma de cavalos com rostos humanos e rabos de escorpião.
HADES: para a mitologia grega, Hades era o deus sombrio, das profundezas, cuja influência imperava no reino dos mortos, um lugar de luto e eterna tristeza. O nome de Hades era raramente dito em voz alta, pois as pessoas tinham muito medo do que ele poderia atrair.
O mundo de Hades era dividido em várias partes, sendo que a primeira era o Érebo, uma “sala de espera” para as almas que ainda não tinham sido julgadas, e havia também o Tártaro, uma prisão de titãs. Hades era quem julgava todas as almas e decidia o destino eterno de cada uma delas.
O deus sombrio da mitologia grega tinha um cão de guarda, Cérbero, um cachorro de três cabeças e cauda de dragão. Hades tinha um capacete que o protegia dos olhares alheios.
PISHACHA: que nome, hein! Acontece que, apesar da forma como é chamado, eis um demônio bastante temido nas religiões orientais. Geralmente se manifesta pelo espírito de uma pessoa que cometeu adultério, estupro ou outros crimes semelhantes. Os Pishachas podem mudar de forma e ficar invisíveis, além, é claro, de possuir humanos e sugar suas almas.
Os textos que descrevem esse demônio parecem concordar em dar um enfoque realmente sombrio às características dessa besta: é um humanoide com um tom de pele tão escuro quanto um vidro vulcânico, olhos vermelhos e veias saltadas cobrindo seus corpos. Medo.
O pacto do sacerdote francês
Entre os pactos mais famosos feitos com o tinhoso – não, não é o da Xuxa – está o do padre Urbain Granadier, um francês católico que resolveu negociar a própria alma com o capeta. Quando a traição foi descoberta, padre Urbain foi queimado na fogueira – ah, a justiça divina...
Ignorando todos os preceitos da Igreja Católica, Urbain não era um adepto do celibato e, inclusive, era famoso por ser “pegador”. Em 1632 um grupo de freiras acusou o padre de tê-las enfeitiçado, facilitando o acesso a alguns deuses malignos, que abusaram das religiosas.
Em seu julgamento Urbain foi torturado até confessar que havia assinado um pacto com diversos demônios. O pacto em si, que você vê na imagem acima, foi escrito em latim de trás para frente e tem, inclusive, a assinatura do próprio Satã. A seguir, leia a tradução do pacto:
“Nós, o influente Lúcifer, o jovem Satã, Belzebu, Leviatã, Elimi e Astaroth, juntos com os outros, aceitamos hoje o pacto de Urbain Grandier, que é nosso. A ele nós prometemos o amor das mulheres, as flores das virgens, o respeito dos monarcas, honras, luxúria e poder.
Ele vai se prostituir durante três dias, e vai gostar da farra. Uma vez ao ano ele deverá nos oferecer um selo de sangue, todas as coisas santas da igreja deverão ser pisadas por ele e ele vai perguntar a nós muitas questões. Com este pacto ele vai viver feliz por 20 anos na terra dos homens, e mais tarde vai se juntar a nós para pecar contra Deus.
Selado no inferno, no conselho dos demônios.
Lúcifer Belzebu Satã
Astaroth Leviatã Elimi
Selado pelo Diabo, o próprio; e os demônios, príncipes do Senhor”.

Alguns fatos interessantes a respeito da indústria de filmes pornográficos

Confira a lista a seguir e depois nos conte qual desses fatos você ainda não conhecia:
O pagamento médio que um ator pornô recebe por cena gravada varia entre US$ 500 e US$ 600;
Quando uma atriz contracena com outra mulher, cada uma recebe em torno de US$ 800 por cena;
Quando há sexo anal, o pagamento é de US$ 1,3 mil por cena;
Um roteiro envolvendo dupla-penetração paga US$ 3,5 mil por cena;
Uma atriz pornô conhecida pode ganhar até US$ 400 mil por ano. Já as iniciantes, faturam US$ 30 mil em um ano;
Nos EUA, é legal fazer filmes pornográficos apenas em Los Angeles e em New Hampshire;
A indústria pornográfica é uma das poucas que paga melhor às mulheres;
A cada segundo, em todo o mundo, 30 milhões de pessoas estão assistindo algum filme pornográfico;
Apenas nos EUA há mais de 4 milhões de sites de conteúdo pornográfico;
Cerca de 15% de todas as pesquisas feitas na internet estão relacionadas à pornografia;
Atores e atrizes de filmes adultos raramente contraem algum tipo de doença sexualmente transmissível. O controle nesse sentido é extremamente rigoroso.
FONTE(S)
World's rich people

19 setembro 2014

Morte Branca, o maior franco-atirador da história

Nascido na cidade de Rautjä, localizada perto da atual fronteira entre Finlândia e Rússia, Simo Häyhä vivia exercendo uma profissão pacata de fazendeiro. No entanto, iniciou seu serviço militar obrigatório em 1925, o que durou um ano, mais tarde foi convocado novamente em 1939 após a eclosão da Guerra de Inverno entre a Finlândia e a União Soviética, onde começou a servir como franco-atirador.
Os locais de atuação do finlandês eram muito frios, com temperaturas entre -20ºC aos -40ºC, ambiente naturalmente difícil, mas que se tornou seu ponto forte devido às táticas que criou. Usando uma camuflagem branca, Häyhä passava despercebido sobre a neve, e ainda usava uma variante do rifle soviético Mosin-Nagant porque se adequava melhor a sua baixa estatura. Além de preferir usar miras normais, evitando o uso das telescópicas, pois poderiam denunciar a sua localização, devido a necessidade de erguer a cabeça para mirar e o risco da lente refletir a luz do sol. Outra tática era colocar neve na boca para impedir qualquer ruído que uma respiração mais forte pudesse provocar.
As mortes causadas pelo finlandês, que também ficou conhecido como Morte Branca, chegou a marca de número 500 em relatórios oficiais, mas um relatório não oficial estima que possa ser 542. Além das mortes atribuídas a ele como franco-atirador, Simo Häyhä conseguiu abater cerca de 200 soldados inimigos com uma submetralhadora Suomi M-31, o que resultou num total de 705 mortes.
O exército soviético elaborou vários planos para tentar aniquilá-lo, incluindo ataques com franco-atiradores e assaltos de artilharia, até que em 6 de março de 1940, Simo Häyhä foi finalmente atingido por um tiro na mandíbula durante combate corpo-a-corpo. Ele foi socorrido por soldados aliados, impressionados com o ferimento, disseram que “faltava um pedaço de sua cabeça”. Morte Branca só voltou a ter consciência uma semana depois, nos dia 13 de março, exatamente um dia após a assinatura do tratado de paz que acabou com o conflito. Pouco tempo depois, em 28 de agosto de 1940, ele foi promovido de cabo a primeiro-tenente pelo marechal-de-campo Calr Gustaf Emil Mannerheim, e assim se tornou o único soldado da história que conseguiu uma escala de posto tão alta em um curto período de tempo.
A recuperação do ferimento na mandíbula levou muito tempo, pois a bala havia quebrado sua mandíbula e arrebentado sua bochecha esquerda. Mas mesmo assim, sua recuperação foi completa e, após o fim da Segunda Guerra Mundial, Häyhä tornou-se um caçador de alce e criador de cachorros.
Quando perguntado em 1998, sobre como conseguiu se tornar um atirador tão eficiente, sua resposta se resumiu a “prática”. Em outro momento, questionado se sentia remorso pelas mortes que causou, ele respondeu, ”fiz o que me mandaram fazer, da melhor forma possível”.

18 setembro 2014

Terror tupiniquim: 5 serial killers brasileiros

É considerado um serial killer (assassino em série) um criminoso que comete dois ou mais assassinatos com um perfil psicopata, seguindo sempre o mesmo modus operandi e deixando sempre um tipo de assinatura macabra. 

No Brasil, foram muitos assassinos em série que marcaram a nossa história policial com crimes bárbaros e perfis assustadores, agindo com os mesmos rituais antes e durante os assassinatos das vítimas. Confira abaixo alguns dos primeiros serial killers do Brasil e também outros (entre muitos) que aterrorizaram a população.
5 – José Ramos – O Linguiceiro da Rua do Arvoredo

Em 1863, na província de Porto Alegre, José Ramos era muito famoso por suas linguiças de fabricação própria que produzia junto com a mulher Catarina. José era tido como um homem elegante e apreciador das artes. Apesar desse perfil aparentemente honesto, supõe-se que ele produzia suas linguiças com uma carne especial, que era extraída diretamente de suas vítimas.

Ele e sua mulher atraíam pessoas para a sua casa e as envolviam com boa comida e a promessa de uma noite quente com Catarina. No entanto, as vítimas eram logo atingidas com um golpe de machadinha na cabeça. José tinha a ajuda do colega, o açougueiro Carlos Claussner, para esquartejar e fatiar a carne das vítimas para depois ser moída. Mesmo sendo seu amigo, Carlos também foi morto por Ramos devido a desentendimentos.
Os crimes só foram descobertos em 1894, chocando cerca de 20 mil habitantes da província na época, muito tempo depois de a vizinhança toda do açougue já ter se deliciado com as linguiças de José Ramos.
Ele foi condenado à prisão perpétua e morreu na cadeia. Catarina foi para um hospício, onde também ficou até morrer. O número de vítimas é desconhecido, mas existe o registro de alguns crimes e José Ramos pode ser considerado o primeiro assassino em série brasileiro, ao lado de Preto Amaral, que você confere a seguir. 
4 – José Augusto do Amaral - Preto Amaral

José Augusto Amaral foi escravo até os 17 anos, quando ganhou a liberdade pela Lei Áurea. Logo, ele entrou para o exército e foi promovido a tenente na Guerra de Canudos, em 1897, integrou batalhões de polícia e tentou desertar, quando foi preso.

Ao sair da prisão, foi para São Paulo, onde passou a fazer bicos, mas foi preso novamente com a acusação de estrangulamento, estupro e morte de três pessoas (todos eram homens), sendo duas delas menores de idade. A forma de atrair era sempre com uma conversa amigável, pagando um café ou mesmo presenteando com alguma coisa para depois dar o bote.
A primeira vítima tinha 27 anos, a segunda tinha apenas 10 e foi encontrada dias depois sem os braços. A terceira vítima tinha 15 anos de idade, mas, até então, a polícia não tinha nenhuma pista. Então, um engraxate de nove anos, que seria mais uma vítima, conseguiu escapar de Amaral e contou à polícia. Amaral foi preso, torturado e confessou os crimes com detalhes. Ele morreu cinco meses depois de ser preso.
3 – Febrônio Índio do Brasil – O Filho da Luz
Em 1927, Febrônio aterrorizou a população do Rio de Janeiro. Ele se deu o apelido de “Filho da Luz”, pois afirmava estar lutando contra o demônio. Seus crimes foram marcados pela situação em que as vítimas foram encontradas: nuas e tatuadas com as letras DCVXVI, sendo que foram mortas por estupro seguido de estrangulamento.

Ele abordava as vítimas (também todos eram homens jovens ou crianças) com promessa de emprego e, depois, as levava para a Ilha do Ribeiro, onde praticava os crimes e abandonava os corpos marcados. Ele foi preso, depois de alguns familiares das vítimas reconhecerem-no, e assumiu alguns dos crimes. O criminoso morreu aos 89 anos em um manicômio.
2 – José Paes Bezerra – O Monstro do Morumbi
Sempre seguindo o mesmo esquema de assassinato, o Monstro do Morumbi tocou o terror em São Paulo no final dos anos 60 e começo dos 70. Ao todo foram sete mulheres brutalmente assassinadas por estrangulamento executadas por José Paes Bezerra, que também utilizou o nome de José Guerra Leitão e ficou conhecido como o “Monstro do Morumbi”.
Os corpos das mulheres mortas eram abandonados em terrenos baldios do Morumbi sempre com as mesmas características: nuas ou seminuas com pés e mãos amarrados com uma corda improvisada com pedaços de suas roupas (meias de náilon, sutiãs, calcinhas, lenços, blusas, saias). A boca, o nariz e os ouvidos estavam sempre tampados com pedaços de jornal e papel amassados, além de uma tira de tecido que servia como mordaça e como um objeto de enforcamento.
Além de matar, Bezerra levava o dinheiro, joias e uma peça de roupa, que dava de presente à sua esposa que, mais tarde, o denunciou à polícia por não aguentar mais a situação. Com isso, ele fugiu para o Pará, onde matou mais três mulheres, mas logo foi preso e confessou os crimes.
Segundo a polícia, a razão de seus crimes poderia estar ligada a sua infância traumática, pois ele escolhia as vítimas que tinham características físicas parecidas com as da sua mãe, que era prostituta e o levava aos programas quando ele era criança. Ele assumiu ter matado mais de 24 mulheres, mas foi condenado pelo assassinato de apenas quatro vítimas, pois foram as relacionadas a provas concretas. Ele cumpriu a pena máxima de 30 anos, foi libertado em 2001 e ninguém sabe por onde ele anda atualmente. 
1 – Francisco de Assis Pereira – O Maníaco do Parque
O motoboy Francisco de Assis Pereira tinha uma forma de atrair as suas vítimas que se repetiu em todos os crimes: ele prometia uma sessão de fotos para moças que pretendiam seguir carreira de modelo fotográfico.

Uma vez que ele conseguia levá-las para o Parque do Estado, na divisa da cidade de São Paulo com Diadema, Francisco as estuprava, espancava e matava por estrangulamento com cadarço de sapato ou uma cordinha que carregava sempre em sua pochete.
Conhecido como Maníaco de Parque, Francisco conseguiu atrair 14 mulheres para o local, sendo que cinco delas conseguiram escapar com vida depois de ser estupradas. Após ter o seu retrato falado divulgado, o Maníaco fugiu, mas foi capturado uma semana depois no Rio Grande do Sul, quando um pescador o reconheceu e o denunciou à polícia local.
Francisco confessou que havia matado todas as nove mulheres encontradas no Parque do Estado e foi condenado a 274 anos de prisão. Sobre o motivo que o levou a cometer os crimes, o assassino dizia que “tinha um lado ruim dentro dele e que não conseguia controlar” e também afirmou que foi molestado quando era criança por uma tia e violentado por um patrão na adolescência. 
Fonte: How Stuff Works Isso é Bizarro One Way Pagina

17 setembro 2014

Os judeus que lutaram ao lado dos alemães

Durante a Guerra de Inverno (1939-1940) entre Finlândia e União Soviética, a Finlândia foi forçada a ceder um pouco do seu território para a URSS após ser derrotada. Quando a Alemanha lançou a Operação Barbarossa, em 22 de junho de 1941, a URSS lançou um ataque preventivo à Finlândia, três dias depois. Com isso, a Finlândia aderiu à guerra do lado alemão, cedendo espaço em seu país para as tropas alemãs e tomando de volta o território perdido na Guerra de Inverno auxiliado por tropas e suprimentos alemães.
Entre os soldados finlandeses, 300 eram judeus. Apesar da exigência da Alemanha de que a Finlândia introduzisse leis antissemitas, como no resto da Europa controlada pelos nazistas, os finlandeses recusaram, tratando seus soldados judeus com respeito. Quando Heinrich Himmler visitou a Finlândia, em agosto de 1942, ele pediu ao Primeiro Ministro Finlandês, Jukka Rangell, uma resposta sobre a "Questão Judaica". A resposta de Jukka foi curta e grossa: "Nós não temos uma Questão Judaica". Nos campos de batalha, havia inclusive uma sinagoga para os soldados judaicos, com até mesmo alemães visitando e mostrando respeito aos colegas que ali oravam.
Alguns soldados alemães que lutaram na Finlândia se viram obrigados a saudar os oficiais superiores finlandeses que eram judeus. Ainda mais surpreendente, haviam amizades entre soldados judeus alemães e finlandeses, com alguns alemães sendo tratados por enfermeiros judeus em hospitais militares. Mesmo que estivessem aliados com um país que os desprezava, os judeus finlandeses não tinham problemas em lutar ao lado dos alemães. Eles estavam lutando pela Finlândia. 
Durante a guerra, três judeus finlandeses foram agraciados com a Cruz de Ferro, um prêmio alemão por bravura militar. Nem todos os judeus finlandeses receberam o prêmio de forma alegre. Há relatos de um médico que foi agraciado com a Cruz de Ferro por esvaziar um hospital enquanto ele estava sob o fogo de artilharia, e na condecoração, teria dito "Diga a seus colegas alemães que eu vou me limpar com este prêmio!"
Dos 300 judeus que lutaram, 8 morreram pela Finlândia durante a Segunda Guerra Mundial, mas a questão se mantém: O que teria acontecido com eles se Hitler houvesse ganho?
[KnowledgeNuts]

16 setembro 2014

Jovens, ricos e traficantes

DE ELITE: RAFAEL* (FOTO) FOI SEIS VEZES CAMPEÃO DE HIPISMO E ESTUDOU NOS MELHORES COLÉGIOS DE SÃO PAULO. AINDA ASSIM, OPTOU POR VENDER DROGAS E ACABOU PRESO (FOTO: PEDRO ABBUD)
Todas as câmeras de vigilância das mansões vizinhas funcionam perfeitamente quando Daniel*, no terceiro andar da casa onde mora com os pais no Jardim América, bairro nobre de São Paulo, apoia a sola do sapato sobre a cama king size, escala um armário e apanha do esconderijo a pistola automática austríaca Glock 17.9 milímetros, comprada por R$ 3 mil no mercado negro. Daniel empunha a arma com a mão direita, volta a sentar e diz, com vaidade: “Sempre deixo carregada”. Segundos depois, ele se levanta e se estica novamente para guardar a ferramenta que costuma servir mais para assustar clientes negligentes do que para cuspir balas. Aos 23 anos, três escolas particulares no currículo (entre elas o conceituado colégio italiano Dante Alighieri) e um curso de administração pela metade, o traficante está prestes a enfrentar 14 horas de estrada até a fronteira com o Paraguai, onde integrará uma reunião com dois fornecedores da maconha que compra todas as semanas. Em um carro popular – “É para não chamar atenção”, justifica –, Daniel pisa no acelerador até o ponteiro ultrapassar os 170 km/h. Ele tem pressa. O rugido do motor na noite vazia é interrompido para a compra de energéticos. Ao chegar a Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira, ele estaciona em uma churrascaria, cumprimenta os contrabandistas, senta-se à mesa e pede, além de uma Coca-Cola, uma amostra da erva. Caminha até o carro, enrola um cigarro, fuma. Ao voltar à negociação, ele recusa a oferta. Irritado por ter perdido tempo, Daniel explica àGQ – que o acompanhou na viagem – que a maconha não tem qualidade o bastante para a classe alta paulistana.
Daniel nasceu e foi criado em uma mansão de 23 cômodos e três empregados do Jardim América, que hoje também lhe serve de escritório para o tráfico. A adolescência foi marcada por episódios de indisciplina, como no dia em que furtou e capotou o carro do pai na Marginal Tietê. Aos 18 anos, começou a comprar maconha para vender nas imediações da universidade que frequentava no centro de São Paulo. Desde então, o jovem percorreu um caminho evolutivo no mundo do tráfico. Aprendeu que, para ganhar dinheiro, era preciso trabalhar com um produto de qualidade. Com alguma sorte, encontrou o caminho que leva à maconha pura. Um de seus fornecedores em São Paulo começou a lhe dever dinheiro, e sugeriu uma única forma de pagamento: apresentar o garoto rico aos contrabandistas que comercializavam grandes quantidades de maconha no Paraguai. Compensou.
Nos últimos meses de 2013, especialmente por conta das festas de fim de ano, Daniel lucrou R$ 150 mil por mês com a venda de maconha orgânica para a alta sociedade paulistana. Ele é um traficante de elite, um mordomo poderoso que controla a entrada de suprimentos em regiões nobres de São Paulo – especialmente os Jardins, onde nasceu. Vai pessoalmente às plantações, acompanha a produção da carga e paga R$ 1 mil a um “mula” que transporta a encomenda até São Paulo. Na capital paulista, Daniel tem distribuidores que repassam a erva aos consumidores finais – tem em sua lista filhas de empresários, netos de banqueiros, celebridades.
O negócio nunca esteve tão bom – apenas nos últimos meses, lucrou pelo menos R$ 500 mil. Seu plano é continuar no patamar em que sempre esteve durante a vida. Por isso não para com a atividade – que além de cédulas azuis lhe rende prestígio e um tanto da adrenalina em que é viciado. Ele planeja juntar pelo menos R$ 5 milhões, abandonar o tráfico e ir morar num lugar tranquilo. Até esse dia chegar, ele nem imagina o que o espera. “Posso ficar mais um mês ou mais dez anos nessa vida, nunca sei”, diz o traficante, que afirma pagar mensalidades a policiais corruptos (para não ser preso) e à facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC (para garantir segurança na cadeia caso seja preso).
Em 2009, Daniel costumava desembolsar uma mensalidade de R$ 7 mil para agradar um delegado bem posicionado na hierarquia da Polícia de São Paulo. Também pagava taxas mensais a um gerente do PCC que, em troca, autorizava o jovem bem-nascido a vender maconha. Difícil evitar a facção. Segundo o promotor Alfonso Presti, que coordena a Central de Inquéritos Policiais e Processos (CIPP) do Ministério Público de São Paulo, mexer com drogas na capital paulista significa negociar com o PCC. “A totalidade da maconha e mais de 90% da cocaína em São Paulo têm contato com o PCC”, diz Presti.
Atualmente, os clientes mais próximos de Daniel são os jovens ricos paulistanos. Vez por outra, esses rapazes se reúnem em festas promovidas pelo traficante na mansão do Jardim América. Em meio a garrafas de uísque e vodca, os jovens se embriagam durante a madrugada. Maconha e cocaína há de sobra. Os participantes da festa tratam Daniel como um líder disfarçado, uma chefia invisível. Uns tentam competir com ele em tudo, mesmo nos passos de dança improvisados, às vezes com agressividade, numa explícita amostra de que a autoridade do traficante é invejada entre os clientes. Embriagado pelas disputas, o anfitrião solta palavras jocosas e gestos exóticos, numa tentativa de apaziguar situações tensas. Outros o chamam de canto, contam segredos, buscam alguma reação, mas o traficante pouco se importa. Logo está fazendo piadas das quais, de imediato, somente ele ri. Mas segundos mais tarde toda a sala adornada com estatuetas de bronze ri também. Mesmo que não seja lá muito engraçado, Daniel é querido pelo grupo. É carismático, tem a mistura de bandido e mocinho que encanta quem o rodeia. Se fosse comparado a famosos, o traficante poderia ter sua personalidade definida pela mistura entre Cazuza e Don Vito Corleone – algo que provoca uma obediência enrustida nos que participam do sistema de venda de drogas.
Para lucrar, Daniel precisa preservar em funcionamento as engrenagens que o mantêm ativo no narcotráfico. Uma peça importante da máquina são seus investidores – ele não revela nomes, mas explica que há na cidade muitos empresários, donos de comércio e empreendedores que apostam no tráfico de drogas, enriquecem e continuam usando o colarinho branco. Segundo a CIPP, a história procede. Um bom número de inquéritos abertos pela Central, segundo o promotor Presti, apontam negociações de postos de gasolina – especialmente da região do Morumbi e de Taboão da Serra – com o PCC.
Foi no fim dos anos 80, segundo especialistas, que empresários e comerciantes descobriram o tráfico de drogas. A relação ilegal rende dinheiro fácil ao investidor e, na via contrária, é responsável pela lavagem do dinheiro do crime. “É difícil saber quem está ajudando quem”, diz o jurista Wálter Maierovitch, secretário Nacional Antidrogas no segundo governo FHC. Em São Paulo, as reuniões entre narcotráfico e investidores de alta classe se dão em lugares protegidos, como em uma mansão na Alameda Joaquim Eugênio de Lima, um dos prostíbulos mais luxuosos dos Jardins, onde empresários de diversos ramos (principalmente do futebol) aparecem para beber uísque, transar com garotas de programa e investir em cocaína – eles deixam maços de dinheiro (usados para comprar a droga de fornecedores) e voltam semanas depois, para recolher o lucro da revenda.
A cocaína que chega a São Paulo vem, principalmente, do Peru e da Bolívia, segundo a Polícia Federal. Durante uma investigação, a empresa RCI First – Security and Intelligence Advising, consultoria de Segurança e Inteligência Privada com sede em Nova York, seguiu informações sobre o trajeto dos quilos do pó – a plantação, a produção de pasta base, a travessia da fronteira, o refino, a mistura, o embalador, o traficante e o usuário – e descobriu, a pedido de clientes (a empresa atende desde milionários preocupados com segurança a agências de inteligência internacionais), que pacotes de 1 quilo de cocaína pura chegavam com frequência a regiões nobres de São Paulo, como os Jardins. Intrigados com o fato de que não há bocas de fumo nesses lugares, a empresa começou a investigar como essa droga é distribuída, após embalada em pequenas quantidades.
Descobriram que há na capital paulista cerca de 350 táxis, entre oficiais e clandestinos, que fazem o serviço de delivery de drogas em regiões nobres – cinco pontos estão nos Jardins. Para manter o esquema, as etapas da entrega são planejadas minuciosamente. Acionados por telefone, os taxistas transportam drogas em sacolas de farmácias e de redes de fast food, para disfarçar. Eles estão para o tráfico na alta sociedade assim como os “aviõezinhos” estão para o tráfico na favela. Fazem no máximo duas entregas por corrida, porque se forem flagrados podem reivindicar a condição de usuários. Nessas entregas em domicílio, os produtos mais pedidos são cocaína, em primeiro lugar, maconha orgânica, em segundo, e haxixe e heroína, em terceiro. De alta qualidade, a maconha da elite foi apelidada de “maconha de butique” – a planta, de cor roxa, tem níveis elevados do princípio ativo THC.
Além dos taxistas, cerca de 550 motociclistas, que revezam as entregas de pizzas com as de drogas, e aproximadamente 150 “bikers” fazem o delivery em São Paulo. O serviço é mais frequente na região dos Jardins, Paraíso, Vila Nova Conceição, Itaim Bibi, Moema, Morumbi, Alto de Pinheiros e Jardim Anália Franco. “A elite deixou de ir à periferia para comprar drogas por causa de sequestros e sequestros relâmpagos. O delivery se acentuou de dez anos para cá”, afirma Ricardo Chilelli, um dos maiores especialistas em segurança e inteligência privada do Brasil. “Cada vez mais, esses entregadores compram de traficantes forjados em círculos abastados da sociedade”, diz o promotor Presti.
EM BAIRROS NOBRES DE SÃO PAULO, 350 TÁXIS E ATÉ BICICLETAS ENTREGAM DROGAS EM DOMICÍLIO (FOTO: GABRIEL QUINTÃO)
Ao investigar os crimes que chegam ao Ministério Público, os promotores identificaram um novo padrão no tráfico de drogas de São Paulo. Por mês, uma média de 1.488 processos de tráfico chegam aos gabinetes de 124 promotores – cada um deles se encarrega de três por semana. Cerca de 10% do total, segundo o Ministério Público, envolve traficantes endinheirados desde a infância – ou seja, algo em torno de 149 traficantes de classe alta entram na mira da Justiça (e eventualmente são presos) por mês. E esse número, publicado pela primeira vez nesta reportagem, só cresce. “Notamos empiricamente uma tendência de crescimento desse universo de réus nascidos em berço de ouro”, afirma Presti.
Com a mudança nos padrões, os traficantes de classe alta se tornaram mais ambiciosos e conseguiram galgar mais degraus na escala de poder da venda de drogas. Há em São Paulo três líderes de facções criminosas que, segundo os inquéritos do Ministério Público, são nascidos na classe alta. “Alguns líderes de uma das grandes facções possuem dois cursos de nível superior, eram ‘promoters’ de casas noturnas e já pegaram em metralhadoras e fuzis para praticar crimes. Há líderes que saíram da classe alta e média alta. De cabeça, lembro de três deles que estão presos. Eles não têm o perfil do traficante que a população conhece, conquistariam a atenção de qualquer garota na balada”, afirma Presti. Segundo o promotor, atualmente, o que mais dá dinheiro a traficantes paulistanos é a cocaína, a mais requisitada droga de São Paulo. “É a droga que mais permeia a sociedade hoje, inclusive nos círculos de classe média alta”, diz. No ano passado, o estado de São Paulo liderou o número de apreensões de drogas no país: 31% da cocaína interceptada pela Polícia Federal (ou 11,2 toneladas) foi apreendida em São Paulo. Em segundo lugar vem o Mato Grosso do Sul, onde foram apreendidas 5,5 toneladas, 15% do total nacional.
De acordo com outra pesquisa elaborada pela RCI First, no Brasil, para cada quilo de cocaína apreendido, outros 25 quilos passam pelas fronteiras. Isso significa que, se em 2013 exatas 35,7 toneladas foram apreendidas pela Polícia Federal no país, 892 toneladas sobraram para consumo. O número representa 4,5 gramas por habitante ao ano – ou cerca de 900 milhões de pinos plásticos de 5 mililitros cada, onde a cocaína, que vinha embalada em papelotes, hoje é comercializada (a mudança de embalagem foi uma invenção do PCC para controlar o comércio). A maior parte dos pinos é fabricada pela Eppendorf, multinacional alemã que vende instrumentos para a indústria farmacêutica em 23 países. Existem em São Paulo outras sete empresas que fabricam os pinos usados por traficantes para embalar cocaína.
Em 2013, o tráfico rendeu, no Brasil, um faturamento estimado em R$ 9 bilhões, com o preço do pino a R$ 10. É um valor variável, principalmente no universo do tráfico de luxo paulistano. O pino que pode sair por R$ 10 em pontos de venda de São Paulo, do Rio de Janeiro ou do Pará chega a custar R$ 100 nos arredores da Avenida Paulista. Segundo Ricardo Chilelli, o preço é maior porque a droga é mais pura: enquanto a mais barata possui 33% de pureza, a cara tem 88%, em média. De acordo com Chilelli, 15 tipos de impurezas são usadas nessa mistura – entre elas, leite em pó, fermento químico, talco. “De 2009 para cá o pó de mármore é o carro-chefe das misturas”, diz. Atualmente, 21 marmorarias da Grande São Paulo empregam funcionários que costumam desviar pó de mármore para traficantes, segundo o Ministério Público.
As proporções são ainda maiores quando o assunto é o consumo de maconha – nesse caso, os estados onde há maior circulação são os de fronteira com o Paraguai, Mato Grosso do Sul (85 toneladas apreendidas pela polícia) e Paraná (76 toneladas), seguidos por São Paulo (23 toneladas). São volumes dos quais, enfurnado em seu casarão no Morumbi, o jovem rico – ex-traficante e ex-informante de policiais corruptos – Matheus*, de 26 anos, modestamente tomava parte.
POLÍCIA CONFISCA 30 MIL PÍLULAS DE ECSTASY EM GUARULHOS (FOTO: DIVULGAÇÃO/POLÍCIA FEDERAL)
Criado em um colégio particular do Morumbi, na zona sul de São Paulo, Matheus sempre circulou no mundo do luxo, mas também manteve contatos menos ilustres. Um deles, um investigador corrupto da Polícia Civil. Em 2009, os dois começaram a prender jovens ricos e pedir propina aos pais deles em troca da liberdade dos garotos. Enquanto Matheus angariava interessados na compra de grande quantidade de maconha, cocaína, ou uma cartela de ácidos (sempre o suficiente para que fosse configurada a compra para tráfico), o policial organizava-se com outros colegas para flagrar a venda. No instante em que Matheus negociava a droga, os policiais apareciam como numa versão brasileira de seriado americano: “Perdeu!”, gritavam, deixando os aspirantes a traficantes da alta sociedade de olhos arregalados.
Na delegacia, os jovens chamavam os pais que, por sua vez, convocavam seus advogados para providenciar a liberdade dos filhos. Com o advogado, os colegas corruptos negociavam o valor da liberdade – que já chegou a R$ 500 mil, segundo o ex-informante. Certa vez, um policial ofereceu a Matheus pagar as mensalidades de uma faculdade, caso ele utilizasse as aulas para prospectar vítimas para o golpe. O ideal seria, segundo o corrupto, um curso de cinema na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) ou de publicidade na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). Matheus recusou. Faz quatro anos que deixou de ajudar policiais a extorquir milionários. Ainda hoje, segundo ele, o esquema funciona em ritmo forte em São Paulo.
O que mais atrai filhos de milionários à armadilha hoje é uma sigla de quatro letras: MDMA – a metilenodioximetanfetamina, ecstasy em sua mais pura forma, a droga sintética preferida da elite. Um grama de MDMA, ou apenas MD, como é chamada, custa R$ 150. A droga vem em pó ou cristal. “Se for cristal é mais pura”, confidencia um usuário que não quis se identificar. “Cheiro uma linha e coloco o resto no drinque. Tem gente que joga tudo no drinque, doses de 1 a 2 gramas.” Graças à potência e ao preço da droga, com poucos gramas no bolso qualquer um se torna traficante. Também é assim com a heroína, substância que multiplicou seu número de usuários na alta sociedade paulistana. De acordo com o promotor Presti, drogas mais caras, como a heroína, sempre são encontradas com traficantes da classe alta. “O traficante que estudou em bons colégios, sete anos atrás, era do universo do lança-perfume e começava com ecstasy. O perfil está mudando, hoje há muita cocaína, maconha, haxixe e heroína. A tendência desse traficante é ter drogas com qualidade melhor. As poucas apreensões de heroína foram em círculos de traficantes de classe alta”, afirma.
Foi por tentar comprar mil pílulas de ecstasy que, em 2005, o ex-traficante Rafael*, 27 anos, passou nove meses no Centro de Detenção Provisória de Vila Independência, na zona leste da capital paulista. A encomenda – que fora elaborada em um laboratório no Pará – custaria R$ 3 mil ao rapaz e seria revendida por R$ 8 mil em raves de São Paulo. Rafael não precisava de dinheiro. Mesmo assim, tornou-se traficante.
Ele mistura tabaco e haxixe para enrolar o cigarro que o acompanhou em uma das entrevistas para esta reportagem. O rapaz é ligado aos mais puros costumes da classe alta: foi seis vezes campeão brasileiro de hipismo, estudou por dez anos no colégio alemão Humboldt, é filho do proprietário de uma grande loja de tecidos no bairro do Brás e passou o último réveillon na Europa, onde esteve por um mês.
Talvez o que mais explique sua opção pelo crime sejam as vantagens do status compartilhado por traficantes de drogas. “Era uma coisa glamourizada, havia muita puxação de saco. Muita gente telefonando. Sexta-feira à noite eu tirava o telefone do gancho. Há uma sensação de poder e onipotência com o dinheiro e tudo”, conta o ex-traficante João Guilherme Estrella, que inspirou o filme Meu Nome Não É Johnny. João traficou cocaína para pessoas de classe alta dos 29 aos 34 anos, no início dos anos 90 – até ser preso em 1995 e passar um ano e meio no Manicômio Judiciário da Rua Frei Caneca, no Rio. Em seu mais volumoso negócio, comprou 15 quilos de cocaína para vender no Rio, na Espanha e na Holanda. Depois de ter sua história registrada em livro e no cinema, o produtor musical de 52 anos passou a dar palestras por todo o Brasil. Ele cobra entre R$ 1,5 mil e R$ 17 mil para discursar sobre álcool, drogas e “a vida”, como diz. Ao rememorar o motivo que o levou à prisão, João explica: “O tráfico era uma distração adolescente, eu não tinha a percepção da hora de dizer não”. Nem Rafael.
Na época em que o garoto do ecstasy foi preso, o número de usuários da droga só crescia – de 2008 para 2009, a apreensão das pastilhas no Brasil aumentou 2.500% e a palavra “ecstasy” tornou-se comum no noticiário. O flagrante levou Rafael à prisão – e à TV. Na segunda edição do SPTV de 27 de abril de 2005, ele apareceu algemado. Enquadrado nos Artigos 33 (tráfico de drogas) e 35 (associação para o tráfico) da Lei 11.343/06, o jovem era o único réu que não escondia o rosto das câmeras. Encarava o cinegrafista. Não foi a primeira vez que atravessou o caminho da Justiça. “Antes de eu ser preso, uma tia pagou R$ 30 mil em propina para agentes do Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico) que me pegaram traficando haxixe. Depois disso, minha família tentou me internar. Em quatro dias tentei fugir cinco vezes da clínica”, conta Rafael. Na cadeia, o ex-traficante passou dois meses dormindo na “praia” – como os presos chamam o chão da cela que comporta uma dúzia de pessoas, mas é habitada por 40 – e depois subiu para uma das 12 camas compartilhadas por 24 detentos. Descobriu que, para sobreviver ali, era preciso ter dinheiro. Isso não era problema.

15 setembro 2014

Você pensa que se conhece? Veja o que a psicologia tem a dizer sobre isso

Você já deve ter ouvido — ou até ter chegado a essa conclusão por experiência própria — de que nunca vamos conhecer as pessoas completamente, pois sempre existirão facetas e atitudes que vão nos surpreender mais cedo ou mais tarde. No entanto, isso se aplica até a nós mesmos. Ou você vai dizer que nunca se pegou agindo de forma totalmente inesperada em alguma situação?
A seguir você poderá conferir alguns exemplos apontados pela psicologia — selecionados a partir de um interessante artigo do Huffington Post Brasil — de atitudes e comportamentos que todos nós apresentamos e muitas vezes não percebemos ou imaginamos que seríamos capazes de apresentar:
1 – Todo mundo tem um “lado B”
Um estudo realizado na Universidade de Stanford nos anos 70 revelou que todo mundo é capaz de cometer maldades. Pesquisadores do departamento de psicologia construíram uma prisão fictícia nos porões de um dos edifícios do campus, e selecionaram 24 estudantes — psicologicamente saudáveis e com ficha criminal limpa— que deveriam assumir os papeis de carcereiros e presidiários durante um período de duas semanas.
Os presos deveriam permanecer nas celas 24 horas por dia, enquanto que os carcereiros trabalhariam em turnos de 8 horas. O objetivo do experimento era o de observar o comportamento dos participantes — através de câmeras ocultas — nessa situação específica, mas o estudo teve de ser interrompido apenas 6 dias após ter sido iniciado.
Segundo Philip Zimbardo, psicólogo que comandou o experimento, a situação saiu completamente de controle, e os alunos que assumiram o papel de “carcereiros” foram se tornando gradativamente mais abusivos e agressivos, inclusive submetendo os “presos” a terríveis torturas psicológicas e físicas.
2 – Somos desatentos
Você acredita que está atento a tudo o que acontece à sua volta? Pois um estudo realizado por pesquisadores das universidades de Kent e Harvard revelou que a maioria de nós é bem desligada. Os cientistas pediram que um ator abordasse pessoas perambulando pela universidade e pedisse informações. Mas no meio da explicação, dois homens carregando uma porta passavam entre transeunte e o ator perdido, bloqueando a visão por alguns segundos.
No entanto, durante a interrupção, o ator era substituído por outro diferente — inclusive com roupas, cabelos e voz distintas do primeiro —, e metade dos abordados nem sequer percebeu a troca. Os pesquisadores explicaram que isso ocorre por que somos seletivos com respeito aos elementos que percebemos em determinadas cenas, e por que nos guiamos muito mais na memória e no reconhecimento de padrões.
3 – Todo mundo gosta de fama e poder

Um estudo curioso realizado por pesquisadores de uma instituição canadense constatou que os atores e atrizes ganhadores do Oscar vivem mais do que aqueles que são apenas nomeados ou nunca ganharam um desses prêmios. Segundo os cientistas, tudo parece indicar que a fama e o poder, além de fazerem bem ao ego, também têm influência positiva sobre a longevidade.
Além disso, os pesquisadores também explicaram que — apesar de o estudo ter se baseado na avaliação de estrelas de cinema — a principal conclusão foi que fatores sociais, assim como ter a autoestima elevada, são aspectos importantes que levam os indivíduos a cuidar melhor da própria saúde.
4 – Somos competitivos
Um experimento realizado nos EUA na década de 50 demonstrou que buscamos a lealdade do grupo social ao qual pertencemos e entramos em conflito facilmente com outros grupos. O estudo consistiu em levar dois times de 11 meninos — todos com 11 anos de idade — separadamente para um acampamento de férias.
Durante os primeiros dias, os integrantes das equipes foram se tornando amigos e participando de atividades juntos, sem saber da existência do outro time. No entanto, quando os dois grupos foram reunidos, os integrantes imediatamente começaram a se tratar como rivais, xingando uns aos outros e competindo durante as brincadeiras.
Depois os pesquisadores criaram diversas atividades divertidas para tentar reconciliar as duas equipes, mas a situação só foi amenizada quando os dois grupos foram apresentados com um problema que deveriam resolver juntos.
Fonte
Huffington Post Brasil
Imagens
Shutterstock

14 setembro 2014

Viajante tira fotos nu e 'plantando bananeira' em 17 países

O viajante na Noruega (Foto: The Naked Handstander/Divulgação)
Um viajante misterioso tem registrado suas andanças pelo mundo de forma inusitada. Aonde vai, ele tira fotos sempre na mesma posição: 'plantando bananeira', nu e de costas.
Em Nova York
(Foto: The Naked Handstander/Divulgação)
Por trás do exibicionismo, há um causa. O objetivo das fotos, afirma, é chamar a atenção para a obsolescência programada – quando os produtos são projetados deliberadamente para durar pouco.
“As pessoas não ouvem falar muito disso, mas é algo que está presente no dia a dia de todos em qualquer lugar do mundo, dos copos descartáveis de café aos iPhones. É muito difícil captar a atenção das pessoas hoje, então pensei que poderia fazer algo mínimo pela causa”, disse ao G1 o viajante, que não revela sua identidade por “razões óbvias”.
Em seu blog e em sua página no Facebook, ele se identifica como “Naked Handstander” (algo como “pelado e fazendo parada de mão”).
Destinos
Fazendo a pose na Grande Muralha da China (Foto: The Naked Handstander/Divulgação)
Ele afirma que não lembra exatamente como surgiu a ideia da série. “Veio naturalmente. Foi em 2009, em uma praia na Islândia. O cenário natural era incrível”, diz.
Desde então, ele já tirou fotos em 17 países – entre eles, China, Finlândia, Itália, Inglaterra, Austrália, Tailândia, EUA e Istambul.
Policia e frio
Em Bergen, na Noruega (Foto: The Naked Handstander/Divulgação)
Para evitar problemas, ele costuma ir aos lugares em horário com menos gente, como de manhã bem cedo ou no fim da tarde. A estratégia falhou duas vezes, quando ele foi abordado pela polícia na Holanda e na Itália.
A primeira vez, em Amsterdã, foi mais tranquila. “Levei uma advertência de dois policiais simpáticos de bicicleta. Eles foram bacanas e me deixaram ir”, diz.
Já os policiais de Roma “não viram o lado cômico da coisa”, conta. “Não devo nem falar muito sobre isso porque estou sendo processado pela lei italiana. Mas não faço isso para criar alvoroço em público ou para chatear ninguém, então tento não ser pego com as calças abaixadas”, afirma.
Outra barreira que ele precisa enfrentar é a do clima. Algumas fotos ele tirou em pleno inverno, em países tão frios quanto a Islândia e a Noruega. A temperatura mais baixa na qual ele teve coragem de tirar a roupa foi em uma região de fiordes islandeses, a 2°C negativos. “Foi refrescante demais”, brinca. “Ao menos a van que eu aluguei tinha um sistema de aquecimento ótimo e pude me descongelar lá dentro.”
No deserto na Austrália (Foto: The Naked Handstander/Divulgação)

13 setembro 2014

Saiba por que esta é a piscina mais obscena do Japão

Sabe quando você está assistindo a uma série ou novela qualquer e percebe que já viu uma das locações da trama em outro lugar? Pois no Japão existe uma piscina que se tornou bem famosa, mas não por ter aparecido apenas em inocentes programas de TV... De acordo com o site Kotaku, se você mostrar a foto do local acima a qualquer pessoa que tenha assistido a um filme pornográfico por lá, o ambiente será prontamente reconhecido.
Saiba por que esta é a piscina mais obscena do Japão
Fonte da imagem: Reprodução/Kotaku
Segundo o site, os japoneses inclusive se referem à piscina como ano puuru ou rei no puuru — que em tradução livre significa algo como “aquela piscina” —, e o local apareceu em inúmeros filmes adultos, se transformando em parte da subcultura do país. Tanto que a locação chegou a ser recriada por vários jogadores de Minecraft e inclusive apareceu de brincadeira em uma publicação chamada Weekly Jump, um mangá voltado para o público infantil.
Fonte da imagem: Reprodução/Kotaku
A infame piscina fica localizada em um apartamento de luxo de um importante bairro de Tóquio, que aparentemente foi ocupado no passado por um ator. Contudo, o japonês acabou se mudando e um estúdio agora é o dono da locação, alugando-a para filmagens. Mais recentemente, a piscina andou aparecendo em seriados e até programas infantis, gerando uma enxurrada de comentários nas redes sociais.
Fonte da imagem: Reprodução/Kotaku
E você, leitor, também consegue reconhecer locações que já foram usadas — não necessariamente em filmes adultos! — em diferentes ocasiões?
Fonte: Kotaku
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