08 maio 2013

Satânicos: Livro mostra como adoração ao diabo interferiu na carreira dos Rolling Stones

No auge do sucesso, na década de 1960, grupos como os Beatles e os Rolling Stones ajudaram a moldar toda uma geração. Rumores sobre o fato de eles serem mais do que bandas de rock, mas que na verdade serviam a Satanás com suas músicas sempre fizeram parte da história do rock. Os músicos, claro, sempre negaram.
Agora, 50 anos depois do auge, o jornalista e escritor inglês Philip Norman decidiu publicar uma controversa biografia não autorizada de Mick Jagger.
Segundo imagem traçada por Norman, Jagger foi uma das pessoas que ajudaram a inventar o “conceito de estrela do rock, em oposição a mero cantor de uma banda”. Desde seus primeiros dias de vida em uma família de classe média na cidade de Dartford, até chegar aos 69 anos que completou este ano, Jagger teve uma trajetória de vida polêmica.
Em vários momentos, Norman ressalta que o biografado não colaborou com ele. Talvez um dos motivos é o fato de o livro ressaltar o envolvimento de Jagger e sua banda com o satanismo. Marianne Faithfull, esposa do cantor no auge da banda, concedeu longas entrevistas para o jornalista e ela não esconde esses fatos. Contudo, insiste que eles acabaram queimando toda a biblioteca “satânica” do vocalista, embora não dê maiores detalhes sobre isso.
Norman acaba justamente responsabilizando Satanás por todo o mal que acompanhou os amigos de Jagger e as pessoas que o acompanhavam. O biógrafo compara isso com a velha história do cantor de blues Robert Johnson, que teria feito um pacto como o demônio para obter sucesso.
O primeiro empresário dos Stones, Andrew Oldham, ajudou a criar a mítica dos Stones e colocá-los como os antagonistas dos Beatles. Se os meninos de Liverpool eram certinhos, então os Stones seriam diabólicos, segundo Oldham. Jagger sempre seguiu esse conselho à risca. Não por acaso eles são considerados uma das bandas que inventou o rock’n’roll.
Essa seria a justificativa de por que os primeiros álbuns dos Stones trazem referências explícitas ao diabo, seja nas letras das músicas, nas capas dos discos, ou nas performances do seu vocalista nos palcos. Isso talvez explicaria todas as orgias e as festas regadas a álcool e drogas alucinógenos que  acompanhavam a banda na estrada.
Segundo o escritor, após Jagger ler o livro “O Mestre e Margarida”, do russo Mikhail Bulgákov. Impressionado com a história e influenciado por Marianne, compôs a música Sympathy for the Devil [simpatia pelo Diabo], que foi um grande sucesso.
Nesse obscuro livro, Bulgákov defende que o grande triunfo de Satanás foi colocar Pôncio Pilatos no caminho de Jesus, recusando a salvá-lo da cruz. Na composição de Jagger, algumas celebridades históricas aparecem para continuar o que foi feito por Pilatos: Hitler, os assassinos da família real russa e os responsáveis pela morte de vários membros da família Kennedy.
Na época, Jagger tentou adaptar O Mestre e Margarida para o cinema, sendo que ele interpretaria Satã. Desde essa época, Norman garante que Jagger passou a se interessar muito por satanismo e magia negra. De modo especial pela obra de Aleister Crowley, um bruxo inglês que tentou popularizar no começo do século passado a feitiçaria.
De acordo com o livro, a atriz alemã Anita Pallenberg, uma das muitas namoradas de Jagger, era bruxa. Na mesma época que saia com ela, Jagger atuou no filme Lucifer Rising [A Ascensão de Lúcifer], do diretor Kenneth Anger,  que segundo consta tinha o nome de “Lúcifer” tatuado no corpo e afirmava ser a reencarnação de Aleister Crowley.
A partir de então várias pessoas que atuaram ao lado de Jagger morreram ou passaram por episódios misteriosos que mudaram suas vidas.  Jagger amargou uma fama de “maldito”, que acabou influenciando para que nenhum de seus projetos no cinema tenha dado certo.
Com isso, ele concentrou suas forças na carreira musical,  que já chega a cinco décadas. Mick Jagger deve fazer sua última tour com os Rolling Stones em 2013. Ele teve quatro casamentos oficiais e sete filhos, incluindo um com a brasileira Luciana Gimenez.

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